sábado, 31 de dezembro de 2011

Desconstruções- De Martha Medeiros

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. 

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito. 

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa. 

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
 De Martha Medeiros

Nota: Sempre quando posto em alguma coisa, mesmo que não seja de minha autoria, sempre faço pensando em alguma situação que já vivi ou já presenciei, pensando em algum amigo ou parente que está ou esteve passando por alguma situação. Esse é um post em homenagem a todas as pessoas que já sofreram uma desilusão. Eu acredito que todo mundo já passou por isso. Espero que tenham gostado. Ano que vem tem mais. Beijinhos..nah ;*

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O jogo...

Pois é,
Quando a gente acha que está tudo bem
A vida nos atropela como um trem.
Você está cheio de objetivos,
Cheio de amigos
Pensando em construir uma vida solo
Viver muitas aventuras
Curar todas as amarguras
Mas sempre tem aquela pessoa idiota
Que por alguns segundos
Faz você achar 
Que deve interromper o processo
Sim, o processo de amadurecimento.
Esse tipo de pessoa 
Sente prazer em tentar testar as pessoas
Testar seu caráter, seus objetivos
Joga...
Na verdade esse tipo de pessoa
Não tem identidade
Não quer que ninguém tenha a sua
Não admite que as pessoas façam escolhas.
Mas quem tem raíz
Não se deixa abalar por qualquer cicatriz
Nesse jogo, quem joga perde
Ganha quem nunca quis jogar
Porque a vida não é brincadeira
É real.
Quem se acha muito esperto
Com cartas na manga
Fica sem saber o que fazer quando alguém lhe diz: "O jogo acabou!"
Quem vive a vida real
Pode até ser alvo do jogo
Mas prosseguirá de cabeça erguida a sua jornada.
A jornada da vida real...
Porque quem tem consciência deixa os jogos para crianças.
Árvores fortes mesmo que as tempestades a balançem
Por ter conteúdo e raíz ela não se deixa abalar.
Baby, the game is over and you lost!


Beijinhos até o próximo post, divulgue!

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Incêndio

Existem vários tipos de incêndio.
Tem aquele incêndio que começa duma faísca
E de repente tudo explode
Tem aquele incêndio que começa de mansinho
Depois se torna uma labareda contínua
que invade mata adentro,
e quando você se dá conta
já invadiu tudo.
Tem aquele incêndio proposital, planejado,
tem até aquele benéfico
Que ajuda o solo a ser reutilizado.
Tem aquele que incendeia sem querer e quando vai embora só deixa destruição.
Tem aquele que nunca acaba, só diminui a intensidade
Como alguns tipos de paixão.
Tem aqueles provocados por curto circuito
De tanta raiva e atração incendiou.
Tem a descarga elétrica..nem chegou a ser incêndio.
Tem o raio, que vem de repente com toda força que dá até medo.
Tem o fogo do fósforo que se queima sozinho.
Tem o fogo do fogão
Só acende quando programado, mas qualquer irregularidade causa explosão.
Tem o fogo de palha, incendeia fácil, se espalha fácil, distrói fácil e acaba fácil.
Tem o incêndio em floresta protegida, ninguém sabe quem foi o culpado
Nem como esse fogo será apagado.
Quanto a esse último, é mais cruel, se era protegido é porque era sensível e importante, não podia ter pegado fogo, precisava ser preservado.
O que sobrará quando as chamas se apagarem?



Beijinhos...até a próxima
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Mudanças climáticas da Mente

sábado, 15 de outubro de 2011

Entenda o que acontece no seu cérebro -Parte final

O que é depressão?

Alguns definem depressão como doença crônica da qual as células nervosas do doente não trabalham direito.
 Mais do que uma tristeza momentânea, a depressão clínica é um problema grave que geralmente impede a pessoa de fazer suas atividades diárias.Embora a depressão às vezes seja desencadeada por um motivo óbvio, ela geralmente entra na vida da pessoa sem avisar.
Sintomas mais comuns:
● Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos duas semanas
● Perda de interesse em atividades que antes davam prazer
● Perda ou aumento significativo de peso
● Dormir demais ou, ao contrário, sofrer de insônia
● Rapidez ou vagarosidade fora do normal no desempenho de atividades motoras
● Fadiga excessiva, sem causa discernível
● Sentimentos de inutilidade e/ou de culpa sem fundamento
● Diminuição na capacidade de concentração
● Pensamentos recorrentes de suicídio
  Alguns desses sintomas podem também indicar distimia — uma forma de depressão branda, porém mais crônica.
 Por que acontece?
Lembra dos outros posts da série explicando o sistema nervoso?
Pois é, agora vamos entender o que tudo aquilo tem haver com sentimentos depressivos.
A maioria de nós sabemos que depressão se trata em geral com remédios anti-depressivos.Eles atuam numa região específica, a chamada sinapse: o íntimo espaço entre uma célula nervosa e outra. Por essas células passam nossos pensamentos. Além disso, elas controlam tudo, do piscar dos olhos aos batimentos cardíacos."As ordens nervosas seguem em frente, de uma célula para outra, porque os neurotransmissores saltam o vão das sinapses", descreve o neurologista Esper Cavalheiro, professor da Escola Paulista de Medicina. "Parte deles, no entanto, não é aproveitada e acaba sendo reabsorvida pela célula nervosa ou neurônio." No cérebro, portanto, existe um sistema de reciclagem, responsável por uma tremenda economia de esforço, energia e matéria-prima. Só que, nesse jogo de vaivém, chega uma hora em que moléculas de neurotransmissores novinhas em folha se misturam com neurotransmissores velhos, desgastados e ineficazes. Esse problema, porém, é facilmente contornado. "Dentro dos neurônios, há uma enzima capaz de reconhecer e destruir aquelas moléculas de neurotransmissores em ponto de aposentadoria", explica Cavalheiro. Trata-se da monoaminoxidase (MAO). Como essa enzima consegue fazer o serviço de reconhecimento ninguém sabe direito. Mas o fato é que, no caso dos deprimidos, a MAO pode ser considerada uma esbanjadora.Afinal, no cérebro em que já existe a falta de neurotransmissores, eliminar moléculas velhas é um luxo. As drogas antidepressivos, portanto, visam a acabar com o desperdício.
Espero que entender como o anti-depressivo age, tenha feito você entender o efeito que a depressão tem na sua mente. Portanto divulgue. Talvez conheça alguém que sofra desse mal, tente ser compreensivo de hoje em diante. Um deprimido não é doido, nem viciado em remédios assim como diabético não é viciado em insulina. Se você tem depressão não deixe de fazer tratamento, encare os pensamentos negativos como alcoolismo, um vício que você precisa vencer. 
Espero ter sido útil. Beijinhos.
Nah..

Fontes utilizadas nesse post:

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Through The Rain



Quando você fica preso na chuva
Sem ter para onde correr,
Quando você está perturbado
E sentindo dor, sem ninguém
Quando continua chorando pra ser amparado
Mas ninguém vem,
E você se sente tão longe,
Que você simplesmente não consegue encontrar o caminho de casa.
Você pode chegar lá sozinho, tudo bem
Mais uma vez você diz...

Eu posso sobreviver à chuva
Posso agüentar mais uma vez
Sozinha, e eu sei
Que sou forte o bastante pra me recuperar
E toda vez que eu sentir medo,
Me agarrei firme à minha fé
E eu vivo mais um dia,
E eu sobrevivo à chuva

E se você continuar caindo,
Não ouse desistir
Você vai se erguer são e salvo
Então permaneça inabalável
E você encontrará o que precisa pra prevalecer
Mais uma vez você diz...

Eu posso sobreviver à chuva
Posso agüentar mais uma vez
Sozinha, e eu sei
Que sou forte o bastante pra me recuperar
E toda vez que eu sentir medo,
Me agarrei firme à minha fé
E eu vivo mais um dia,
E eu sobrevivo à chuva

E quando o vento soprar,
E as sombras ficarem densas,
Não tenha medo.
Não há nada que você não possa encarar.
E se um dia elas disserem
QUe você não resistirá
Não hesite
Tome sua posição e diga

Eu posso sobreviver à chuva
Posso agüentar mais uma vez
Sozinha, e eu sei
Que sou forte o bastante pra me recuperar
E toda vez que eu sentir medo,
Me agarrei firme à minha fé
E eu vivo mais um dia,
E eu sobrevivo à chuva

Eu posso sobreviver à chuva
Posso agüentar mais uma vez
E eu viverei mais um dia, e eu
Eu posso sobreviver à chuva
Oh, sim, você pode
Você sobreviverá à chuva.

http://www.vagalume.com.br/my/sitevagalume/866615/#ixzz1W965KMbi

Não dá pra rebobinar

Pensa em tudo que já foi feito e acredite em seu roteiro. Se teve dias de sol e noites nubladas, não importa. A vida não pode ser rebobinada como uma fita e cada personagem e cena teve o seu lugar na história. Não descarte as emoções sentidas nem menospreze as atitudes escolhidas. Apenas assista novamente de fora, cada pedaço, cada momento. Não pause sua vida porque em algum capítulo o roteiro não te agradou, há ainda muitas cenas por vir. Se no seu presente existem lembranças do passado, saiba que foi o seu passado que construiu seu presente. Não se ausente! (Fernanda Gaona)

Achei no blog: http://klissia.blogspot.com/2011/03/pensa-em-tudo-que-ja-foi-feito-e.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Carvalho e a Relva.

carvalho (car-va-lho)
s. m.
Árvore de folhas lobuladas, da família das fagáceas, que atinge 20 a 40 m de altura e cuja madeira é muito usada em construções e marcenaria.
Madeira dessa árvore: aparador de carvalho.

relva (rel-va)

s. f.
Gramado, erva rasteira; conjunto de ervas rasteiras que juncam um terreno.
Lugar coberto por essas ervas.
Dizem que o carvalho é a imagem da própria força. Dizem também que ele é capaz de resistir ao mau tempo. Quanto mais essa árvore resiste mais forte ela fica. Depois de cada tempestade suas raízes ficam mais arraigadas e o tronco com forças renovadas. Certa fonte diz: "Ao passo que o forte carvalho sobrevive à maioria das tempestades por causa de sua força e relativa rigidez e firmeza, a pequenina lâmina de relva também sobrevive, mas por uma razão muito diferente. Seu segredo? A flexibilidade. Sob a força do vento, ela pende mas não quebra."
Quando falamos de comportamento podemos aprender uma lição por nos perguntar: Flexibilidade ou rigidez — qual, então, é mais importante? Para obtermos a resposta é só voltarmos a história do carvalho e da relva. O que faz o carvalho notável? A resistência. O que faz a relva interessante? Flexibilidade. Isso mostra que tanto a resistência ou rigidez são tão essenciais como a flexibilidade.
Para enfrentar o mau tempo o carvalho firma suas raízes no chão, de modo que a relva deixa que o vento a balance mas ela não fica destruída. Ser rígido quanto aos seus princípios e valores pode ser equivalente a fincar suas "raízes" no chão em épocas ruins da vida. Ser flexível envolve ceder, ser dócil, amoroso (a), como se fosse "pender com o vento"conforme a situação. Isso não é fraqueza, afinal o que seria da relva sem sua flexibilidade? Não é a flexibilidade que a faz forte? A relva se adapta as circunstâncias.
Você sabe encontrar o equilíbrio entre ser rígido quando preciso e ao mesmo tempo flexível?

 Beijinhos, até a próxima... Mas antes, veja o vídeo abaixo.